sexta-feira, 27 de junho de 2014

Enquanto você não me quis

Enquanto você não me quis eu sonhei alto.
Sonhei longe... por cima das nuvens:
Sonhei contigo, com um riso gostoso rindo do meu riso bobo risonho por te ver.

Enquanto você não me quis eu quis não pensar.
Enquanto você não me quis eu quis não ver, quis não falar. Quis não esperar.

"Não esperar."

E parei de esperar por uma hora... e conversei.

E parei de esperar por duas horas... e ouvi.

E parei por um dia ou dois, (ou foram três ou quatro?), e cavalguei, e nadei, e corri.

E depois de uma semana ou um mês, eu cantei e escrevi.

E rimei e compus. E dancei. E viajei.

E vivi.

Enquanto você não me quis eu nem sei...
E sem saber aconteceu:
Porque enquanto você não me quis eu pensei
"Enquanto você não me quis você me perdeu."

sábado, 22 de março de 2014

Desabafo

Hoje eu sei que escolhi certo. Talvez 'escolher' não seja bem a palavra, não sei se chegou um dia a ser uma opção... mas, escolha ou não, me realiza e me completa.
Quantas pessoas você conhece que sentem ansiedade para ir trabalhar? Que gostam tanto do trabalho que não se importam se é segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo ou feriado... aliás, chega uma hora que não sabemos nem mais que dia é! Quantas pessoas anseiam tanto para realizar seu trabalho que se esquecem de comer, têm problemas para dormir... tudo porque querem que chegue logo?
Hoje me sinto assim. Aliás, a semana inteira. Desde a terça que parecia quinta até a sexta que se prolonga pra sempre até o sábado chegar.
Não era uma escolha. Não que eu não pudesse ser feliz fazendo outra coisa, mas assim me sinto... completa!
Tão bem e realizada, e emocionada, e simplesmente, genuinamente feliz. E me sinto privilegiada por poder me sentir assim.
Não que o ofício seja sempre as mil maravilhas. Os contras são inúmeros... cansaço, instabilidade, egos exacerbados, julgamentos e críticas, preconceitos, incertezas, entre muitos, muitos outros.
Mas, quando você está na coxia e sente o estômago dar 5 cambalhotas pra trás, ou quando você escuta um 'iiihhh' ou 'han!' de alguém se envolvendo na platéia, quando você recebe agradecimentos de pessoas que nem conhece e percebe que seu trabalho as tocou de alguma forma, nada disso importa. Você sabe, bem ali, na madeira do palco e no calor da luz, que nada vai te fazer sentir assim. Tão feliz. Tão completa. Tão realizada.
Pobres dos meus outros amores... todos chegaram depois do teatro.